quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
O Congado de Minas.
O congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana celebrada
em algumas regiões do Brasil. Trata basicamente de três temas em seu
enredo: a vida de São Benedito, o
encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas, e a
representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. lenda de Chico Rei revela que a origem das festas do Congado está ligada à igreja Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos. Segundo a lenda, Francisco, escravo batizado com
o nome de Chico-Rei, era imperador do Congo e veio para Minas Gerais com mais
de 400 negros escravos. Na sofrida viagem, Francisco perdera a mulher e os seus
filhos,sobrevivendo apenas um. Chico Rei instalou-se em Vila-Rica, trabalhou nas minas e somando o trabalho de
domingos e dias santos, conseguiu realizar a economia necessária para comprar a
sua libertação e a do filho,escondendo pó de ouro nos cabelos. Chico Rei dançou na igreja para comemorar a libertação. Posteriormente, obteve a
libertação de seus súditos de nação e adquiriram a mina da Escandideira.
Casou-se com uma nova rainha e o prestígio do “rei preto” foi crescendo. Organizaram
a irmandade do Rosário e Santa Efigênia e construíram a igreja do alto da santa
cruz. Por ocasião da festa dos Reis Magos,em janeiro,e na de Nossa Senhora do
Rosário,em outubro, havia grandes solenidades generalizadas com o nome de
“Reisados”. Nestas solenidades, Chico Rei coroado, antes da missa cantada,aparece com a rainha e a corte, vestido
de ricos trajes; e seguidos por dançarinos e músicos. Os batedores, na festa,
seguem com caxambus, pandeiro marimbas, canzás em intensas ladainhas. O congado
também é conhecido como “congada” ou “congo”, um festejo popular religioso
afro-brasileiro mesclado com elementos religiosos católicos,com um tipo de
dança dramática na coroação do rei do Congo,em cortejo com passos e cantos,
onde a música é o “fundo musical” da celebração É um movimento cultural
sincrético,um ritual que envolve danças, cantos, levantamentos de mastros,
coroações e cavalgadas, expressos na festa do Rosário plenamente no mês de
outubro. São utilizados instrumentos musicais como cuíca, caixa, pandeiro e
reco-reco, os congadeiros vão atrás da cavalgada que segue com uma bandeira de
Nossa Senhora do Rosário. Na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário dos
Pretos,inaugurada no início do século 17, até ser completada em 1750, foi
criada a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, como já citado,para
zelar e cuidar das tradições da santa padroeira dos escravos.No fim do festejo
coroa-se o rei e a memória de uma cultura afro-brasileira. alem disso o congado
no brasil e comum em algumas regiões. O congado, também chamado e congo ou congada mescla cultos católicos com africanos num movimento sincrético. É uma dança que representa a
coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas,
levantamento de mastros e música. Os instrumentos musicais utilizados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco,o cavaquinho,o tarol,o tamboril,a sanfona ou acordeon. Ocorre em
várias festividades ao longo do ano, mas especialmente no mês de outubro, na
festa de Nossa Senhora do Rosário. O ponto alto da festa é a
coroação do rei do Congo. Na celebração de festas aos santos, onde a
aclamação é animada através de danças, com muito
batuque de zabumba, há uma
hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. São
divididos em turmas de números variáveis, chamados ternos ou guardas . Os tipos de ternos
variam de acordo com sua função ritual na festa e no cortejo: Moçambiques,
Catupés, Marujos, Congos, Vilões,contra-danças,ternos femininos e outros.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A Lenda do Boi Ta Tá
A lenda do boitatá foi criada pelo padre José de Anchieta, na qual descreveu o boitatá como uma gigantesca cobra de fogo ondulada, com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas e na beira dos rios. Diz a lenda também que o boitatá pode se transformar em uma tora em brasa, para assim queimar e punir quem coloca fogo nas matas.
Diz a lenda, também, que quem se depara com o boitatá geralmente fica cego, pode morrer ou até ficar louco . Assim, quando alguém se encontrar com o boitatá deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.
Como a maioria das lendas e crendices populares que são passadas de geração em geração através do “ouvir e contar”, a lenda do boitatá sofreu algumas modificações, sendo que em muitas partes do Brasil a lenda é contada de forma diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, o boitatá é descrito como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
Diz a lenda, também, que quem se depara com o boitatá geralmente fica cego, pode morrer ou até ficar louco . Assim, quando alguém se encontrar com o boitatá deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.
Como a maioria das lendas e crendices populares que são passadas de geração em geração através do “ouvir e contar”, a lenda do boitatá sofreu algumas modificações, sendo que em muitas partes do Brasil a lenda é contada de forma diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, o boitatá é descrito como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
sábado, 23 de março de 2013
Poesia Itinerante - Carolina Salcides
Toda Mulher - Carolina Salcides

Toda mulher
Tem no seu íntimo uma magia própria
De fazer acontecer
De dar um jeito
De dar o peito
Dar um colo
Fazer bem feito.
Toda mulher traz na alma a força dos ventos
O fascínio de um cavalo selvagem
A sensibilidade de uma flor
Que sente, pressente, intui
Se abre no momento certo
E exala seu perfume.
Ela galopa contra o vento
Enfrenta tormentas
Carrega consigo suas mágoas
E as dissipa no ar.
Tem a alma leve
Apaixonada
Não abandona o que acredita por nada.
Tem medo, Tem asas
Preza sua liberdade
Divide com aquele que acredita
Sua vida, seus sonhos, seu amor e sua alma.

Toda mulher
Tem no seu íntimo uma magia própria
De fazer acontecer
De dar um jeito
De dar o peito
Dar um colo
Fazer bem feito.
Toda mulher traz na alma a força dos ventos
O fascínio de um cavalo selvagem
A sensibilidade de uma flor
Que sente, pressente, intui
Se abre no momento certo
E exala seu perfume.
Ela galopa contra o vento
Enfrenta tormentas
Carrega consigo suas mágoas
E as dissipa no ar.
Tem a alma leve
Apaixonada
Não abandona o que acredita por nada.
Tem medo, Tem asas
Preza sua liberdade
Divide com aquele que acredita
Sua vida, seus sonhos, seu amor e sua alma.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Música Erudita
A Música erudita ou clássica é bem difícil de se definir. De uma forma mais geral, pode-se afirmar que ela abrange toda forma musical admitida nas academias, pesquisada e interpretada no âmago das convenções e dos cânones previamente determinados pelos historiadores da música.
Uma outra concepção restringe-se ao que se chama de música clássica, definindo-a como uma estrutura esteticamente distinta, harmônica, objetiva e rigorosa, ausente de informalidades, emoções excessivas e procedentes da alma humana, típicas das músicas nascidas durante o Romantismo. Mas aí reside um problema difícil de equacionar, o de que músicos como Beethoven e Schubert apresentam características românticas em suas composições, e seria inviável excluí-los do quadro das músicas clássicas só por esta razão.
O termo erudito provém do latim ‘eruditus’, significando ‘educado’ ou ‘instruído’. A música elaborada neste estilo desenvolveu-se segundo os moldes da música secular e da liturgia ocidental, em uma escala temporal ampla que vai do século IX até os nossos dias. Suas regras essenciais foram estruturadas entre 1550 e 1900. Esta música engloba várias modalidades, desde as complexas fugas até as operetas, criadas para entreter os ouvintes.
A expressão ‘música clássica’ passou a ser usada a partir de princípios do século XIX, quando houve a intenção de se transformar a era que inicia com Bach e vai até Beethoven, em um período de ouro. Atualmente este rótulo é aplicado tanto à música clássica, no sentido de produção de alto nível, quanto à erudita no todo. Não é fácil delimitar suas bases, que só começam a serem delineadas após a intervenção de Reicha, em 1826, e de Czerny, em 1848.
O formato sonata trouxe à música erudita modificações fundamentais. Com este estilo vieram arrebatados contrastes de tonalidades, contraposições entre distintas concepções temáticas e, como consequência, um incremento da carga dramática desta estrutura musical, bem como uma maior junção desta por meio dos instrumentos. Seus principais traços estão nos primeiros movimentos de Haydn, Mozart e Beethoven.
quinta-feira, 7 de março de 2013
A Lenda do Uirapuru
CARACTERÍSTICAS E CANTO
O nome Uirapuru aplica-se a vários pássaros da mesma família: uirapuru-de-peito-branco; uirapuru-veado; uirapuru-de-asa-branca; e o uirapuru-verdadeiro.
Esse tipo de pássaro é conhecido, também, como corneta, ou músico. Entretanto, o termo Uirapuru refere-se ao uirapuru-verdadeiro.
O Uirapuru é uma ave pequena de aproximadamente 12,5cm, de plumagem pardo-avermelhada e bem simples, tendo às vezes, nos lados da cabeça, um desenho branco. Tem bico forte, pés grandes e de comportamento irrequieto, movendo-se rapidamente no meio da folhagem ou do solo.
Pássaro típico da Amazônia e raramente visto, pois vive habitualmente na parte mais alta das copas das árvores da selva. Alimenta-se de frutas e insetos.
Durante o ano todo, o Uirapuru canta apenas cerca de quinze dias, pois seu cantar longo e melodioso só acontece para atrair a parceira para o acasalamento e durante a construção do ninho. Cantos que duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer.
O canto do Uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, todos seduzidos pela beleza do seu trinado.
Quem tiver o privilégio de ouvir seu canto, jamais o esquecerá.
A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DO JOVEM ÍNDIO
Existe a lenda amazônica sobre o Uirapuru. Nos registros existem, basicamente, duas narrativas, entretanto, ambas revelam que a origem do Uirapuru foi a compensação dada pela divindade ao grande sofrimento causado por amor de impossível realização.
Uma das narrativas conta que um jovem índio apaixonou-se perdidamente pela esposa do grande cacique da tribo. Incapaz de viver este amor impossível pediu a Tupã, que o transformasse em ave, para amenizar a sua dor. Desde então, às noites, passou a cantar bela melodia, para fazer a sua amada dormir.
O cacique ficou tão fascinado pelo canto que perseguiu o pássaro para prendê-lo. O Uirapuru voou para a floresta e o cacique, na perseguição, nela se perdeu para sempre.
Todas as noites o Uirapuru voltava para acalentar os sonhos do seu amor, esperando, também, que um dia, a índia pudesse reconhecê-lo e despertá-lo do seu encanto.
A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DE DUAS ÍNDIAS
A outra narrativa conta que duas índias muito amigas apaixonaram-se pelo mesmo guerreiro da tribo. A história do amor das duas se espalhou pela aldeia, e os mais velhos resolveram perguntar ao índio qual das duas ele amava. A resposta surpreendeu a todos , confessou seu amor pelas duas.
Pelas tradições da tribo não era permitido o casamento com as duas índias e, assim, o conselho de anciões da tribo decidiu: “o guerreiro casaria com aquela que primeiro conseguisse flechar um marreco voando”.
O casamento foi realizado. A índia que perdeu foi ficando cada vez mais triste, pois não suportava a impossibilidade de realizar seu grande amor e a saudade da amiga Procurou um lugar distante e começou a chorar. Chorou tanto, que suas lágrimas se transformaram num riacho.
Inconformada com aquela situação implorou a Tupã para ser transformada num pássaro.
Tupã compadecido atendeu-a dizendo: “de hoje e para sempre serás o Uirapuru. Terás um canto tão lindo e harmonioso que te livrarás de teu sofrimento. Quando cantares a floresta silenciará”.
SUPERSTIÇÕES
Devido às lendas, uma pena ou um pedaço do ninho, ou o próprio uirapuru, mesmo morto, são tidos como precioso talismã ao amor.
Nesse mundo de desencontros, o homem tornou-se o maior predador do uirapuru-verdadeiro, por acreditar que, por meio dos poderes atribuídos ao pássaro, realizará seus sonhos de amor.
A tendência é o desaparecimento dessa crendice pois , mais cedo ou mais tarde, entenderemos que os poderes atribuídos ao pássaro, existem no interior de cada um de nós. Esses poderes não são nada mais do que nossa capacidade de amar, capaz de realizar todos os sonhos de amor, até mesmo os considerados impossíveis.
“Uirapuru” são nossas rimas e nosso canto, sem quaisquer pretensões de silenciar a floresta, mas a de registrar mais uma das encantarias do imaginário amazônico.
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