sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Poesia Itinerante...
Romney Mesquita
Déspotas...
Não te preocupe em fugir dos déspotas,
Eles te levantarão da tua cama,
Ama a teus colhões para que não perca tamanho;
Que teu banho não seja em ácido;
Com a coragem frouxa, bamba e flácida;
A vaidade te espreita,
E a maldade o cerca,
Volta-te para dentro,
Engole teu soluço e lamentos
E segue em frente,
Pois o mundo não para,
E excita a mente...
Poesia Itinerante...
Gersonita Paula
Não quero desgastes
Não quero que gastes
Tuas palavras trocadas
Não quero troco de nada.
Só essa "ternura"
que enxerga-me quando me fitas.
Que me banha quando me atiças.
Que me alcança quando me queres...
Joga teus troços miúdos
Tuas tralhas, tuas traças
Tuas armadilhas toscas, tortas...
Joga tuas histórias todas.
Não quero desgastes.
Só quero você.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
O Martelo de Tor

Antes de o cristianismo chegar aos países nórdicos, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra trovão em norueguês (Thor-døn) quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska) quer dizer a jornada dos deuses no céu.
Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da fertilidade.
A resposta mitológica à questão de saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.
Os camponeses não entendiam por que as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Além disso, todos acreditavam que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do norte da Europa.
Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha, constantemente ameaçada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de "Midgard", o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard", a morada dos deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora, habitado pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos também são chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e também na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.
Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos e as mulheres não teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.
Esta era a explicação mitológica para o funcionamento da natureza. Quando catástrofes aconteciam, as pessoas também tinham que participar da luta contra o mal. E isto elas faziam através de toda sorte de rituais ou cerimônias religiosas.
O principal ritual religioso era o sacrifício. Oferecer alguma coisa em sacrifício a um deus aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um animal. Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se às vezes também pessoas.
Quando a seca assolava uma região, as pessoas daquela época atribuíam isso ao fato de que os trolls haviam roubado o martelo de Tor, como ocorre no poema Trymskveda.
O mito também tenta explicar as mudanças das estações do ano: no inverno, a natureza está morta, porque o martelo de Tor foi roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue reavê-lo. A assim, os mitos tentavam explicar às pessoas algo que elas não compreendiam.
As pessoas não se contentavam apenas com as explicações, elas queriam de alguma forma participar desses acontecimetnos. Então, faziam-no das mais diversas formas de rituais religiosos, que guardavam uma relação com os mitos. Há muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem que as pessoas encenavam um "mito das estações do ano", a fim de acelerar os processos naturais.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Como nasceu Ori
Conta a lenda que os Orixás e Ancestrais se
rebelaram, querendo ter os poderes e a sabedoria do Deus supremo. Como
mensageiro nomearam Exu, que levou as reivindicações a Olodumare.
Este lhes enviou um poderoso obi, e, orientado por Ifá, determinou que após
deixá-lo a noite inteira numa encruzilhada, os Orixás e Ancestrais deveriam
tentar parti-lo para mostrar seu poder.
Ori era apenas uma pequena bola, que não possuía
sequer um corpo para se apoiar, e ninguém o respeitava. Para conseguir partir o
obi, procurou Ifá, que o aconselhou a fazer uma oferenda para os Odus, para conseguir
a força de todos eles. Além disso deveria espojar-se na poeira do chão
por algumas horas.
No dia seguinte todos já estavam preparados para
tentar partir o obi, quando chegou Ori, espojando-se na poeira. Um a um os
Orixás foram fracassando na tentativa, pois o obi era muito forte e
resistente.
Ori se apresentou e, como última opção, deixaram-no tentar. Com seu peso caiu sobre o obi, que se partiu em seis gomos. Todos ficaram muito felizes.
Ori se apresentou e, como última opção, deixaram-no tentar. Com seu peso caiu sobre o obi, que se partiu em seis gomos. Todos ficaram muito felizes.
Olodumare, ao receber a notícia, imediatamente enviou
uma linda almofada, onde Ori se instalou. Dessa forma Ori ganhou um corpo para
sustentá-lo. Orixás e Ancestrais exclamaram: ORI APERE!
A partir desse momento, Ori nasceu. Passou a ser
dotado de Iwa, a existência, dada por Olodumare, como prêmio por ter sido o
único a conseguir partir o fruto-ventre.
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