quinta-feira, 23 de maio de 2013
Cora Coralina
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),1 quando já tinha quase 76 anos de idade.2 3
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Biografia
Filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás. Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista - desde a sua fundação a 20 de janeiro de 1905 -, e nos periódicos de outros rincões, assim a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina. Melhor, Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX", Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66, "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906.
Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.
Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte (quando ele, Cantídio, exercia a Chefatura de Polícia, cargo equivalente ao de Secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912), para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos, inicialmente nos municípios de Avaré eJaboticabal onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. E depois em São Paulo (1924). Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.
Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar 50 anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD. Cora Coralina faleceu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.
Primeiros passos literários
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.
Divulgação nacional
Foi ao ter a segunda edição (1978) de Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, composta e impressa pelas Oficinas Gráficas da Universidade Federal de Goiás, com capa (retratando um dos becos da cidade de Goiás) e ilustrações elaboradas pela consagrada artista Maria Guilhermina, orelha de J.B. Martins Ramos, e prefácio de Oswaldino Marques, saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, a 27 de dezembro de 1980, que Aninha, já conhecida como Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil. "Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles." Manifesta-se, ao ensejo, o vate Drummond.
A primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX. Já a segunda edição, repetindo, saiu em 1978 pela imprensa da UFG. E a terceira, em 1980. Desta vez, pela recém implantada editora da UFG, dentro da Coleção Documentos Goianos.
Onze anos depois da primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, compôs, em 1976, Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG (1983). E, logo depois, no mesmo ano, foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Dois anos mais tarde, veio a falecer. A 31 de janeiro de 1999, a sua principal obra, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi aclamada através de um seleto júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, uma das 20 obras mais importantes do século XX. Enfim, Cora torna-se autora canônica.
Livros e outras obras
• Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)
• Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia)
• Meninos Verdes (livro)|Meninos Verdes (infantil)
• Meu Livro de Cordel
• O Tesouro da Casa Velha
• A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil)
• Vintém de Cobre
• As Cocadas (infantil)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Mercedes Sosa
* Tucumán, Argentina – 9 de julho de 1935 d.C
+ Buenos Aires, Argentina – 4 de outubro de 2009 d.C
+ Buenos Aires, Argentina – 4 de outubro de 2009 d.C
(…) Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra
A grande cantora da alma latinoamericana, Mercedes Sosa, conhecida como “La Negra“, pelos longos e lisos cabelos negros, morreu hoje em Buenos Aires. Foi uma voz importante quando a região estava sob ditaduras. Sua voz poderosa encantou e politizou toda uma geração. A cantora argentina, de grande apelo popular na América Latina, foi sem dúvidas uma das mais importantes artitas do continente.
Ela sofreu censura e perseguição na década de 70 e seus discos, carregados de crítica social, se converteram em um referencial durante o último governo militar argentino (1976-83). Sosa ainda demonstrou oposição durante os governos militares de diversos países da América do Sul nas décadas de 70 e 80.
Mercedes Sosa está indicada a três prêmios Grammy Latino – álbum do ano, melhor capa e melhor álbum de folclore pelo disco Cantora 1, uma compilação de seus principais sucessos gravadas em duetos com artistas como Caetano Veloso e Shakira.
Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.
Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.
É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner.
A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.
Possui um dueto (“So le piedo a Dios“) com a consagrada cantora de Samba Beth Carvalho, cada uma cantando no seu idioma.
Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música Años, sucesso gravado em 1981.
Uma musica muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção “Gracias a la vida”.
Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida – Composição de Violeta Parra
Por volta da década de 1970, ela foi reconhecida como uma das cantoras que impulsionou o Movimento do Novo Cancioneiro, que tinha inspiração social e incorporava nas músicas críticas aos governos ditatoriais da América Latina.
A proximidade da cantora com movimentos comunistas e o apoio a partidos de esquerda atraiu a atenção e a censura do governo argentino e, em 1979 – um ano após ficar viúva do segundo marido -, Sosa foi presa juntamente com um público de aproximadamente 200 estudantes durante uma apresentação na cidade de La Plata.
“Eu lembro quando me levaram presa”, disse Sosa no final de 2007. “Eu estava cantando para universitários que estavam no último ano de Veterinária. Não era político”. Ela foi libertada 18 horas depois, após o pagamento de fiança e devido à pressão internacional, mas foi obrigada a deixar a Argentina. “Eu sabia que teria de sair. Estava sendo ameaçada pela AAA (o esquadrão da morte Aliança Anticomunista Argentina). As pessoas da marinha, do serviço secreto estavam me seguindo.”
Sosa viajou para a Espanha e depois para a França. O diretor musical da cantora, Popi Spatocco, disse que o exílio foi excessivamente difícil para uma mulher que amava a Argentina. Sosa voltou para casa apenas em 1982, nos meses finais do regime ditatorial.
No ano seguinte, ela lançou o álbum “Mercedes Sosa”, que contém alguns de seus maiores sucessos: “Un Son para Portinari”, “Maria Maria” e “Inconsciente Colectivo”, de Charly Garcia; “La Maza” e “Unicornio”, de Silvio Rodriguez; “Corazón Maldito”, de Violeta Parra; e “Me Yoy pa’l Mollar”, em parceria com Margarita Palacios.
Sosa teve três de seus discos considerados os melhores álbuns de Folk na premiação da Grammy Latino – “Misa Criolla”, em 2000, “Acustico”, em 2003, e “Corazón Libre”, em 2006. Ela também atuou em filmes como “El Santo de la Espada”, sobre o herói da independência argentina, José de San Martin. A cantora gravou mais de 70 discos, sendo o mais recente um álbum duplo.
A cerimônia fúnebre – do G1Marina Guimarães, da Agência Estado
Corpo de Mercedes Sosa é cremado e Argentina se despede
Corpo de ‘Negra’ foi retirado do Congresso Nacional e cremado no Cemitério de Chacarita, em Buenos Aires
Entre lágrimas e cantos o povo argentino se despediu da cantora Mercedes Sosa, nesta segunda-feira. O corpo da “Negra”, como é carinhosamente chamada pelos fãs, foi retirado do Congresso Nacional, onde foi velado desde domingo, e levado ao Cemitério de Chacarita.
As cinzas serão divididas entre sua província natal – Tucumán -, Mendoza e Buenos Aires. Emocionados, os fãs despedem-se da artista amada por toda a América Latina.
Fabián Matus, filho de “Negra”, recebeu mensagens solidárias de presidentes de vários países, como Israel, Espanha, Itália, Brasil e outros. Aos 74 anos, Mercedes Sosa, a cantora de folclore “mais roqueira” da Argentina, como definiu um dos ícones do rock local, Charly Garcia, recebeu o último adeus de inúmeras personalidades, entre elas o ex-astro de futebol Diego Armando Maradona, o técnico da seleção nacional. “Morreu uma das melhores do mundo; cantando não vai haver outra como ela; cantava com uma liberdade que ninguém tem nem neste país, nem no mundo”, disse Maradona.
A presidente Cristina Kirchner também foi ao Congresso despedir-se da artista. O governo decretou luto nacional por três dias e destacou que Mercedes “esteve sempre de mãos dadas com um forte compromisso social”.
O decreto ressalta seu “espírito solidário”, “honestidade intelectual”, “compromisso artístico e social e a ferrenha defesa dos direitos humanos e das causas justas”. O texto ainda recorda que “esse compromisso social lhe causaria na década de 70 a perseguição da ditadura, a prisão e o exílio, produzindo-se seu retorno ao país no ano de 1982″.
Opinião de um fã:
Raymundo Luiz Lopes
“Os da minha geração e fãs da artista, que não aceitaram, como eu, os regimes facistas/ditatoriais devem estar lamentando a morte da cantora argentina Mercedes Sosa. Uma figura brilhante do mundo musical latino-americano e exemplar na defesa dos direitos humanos, conhecida como ‘a voz de uma maioria silenciosa. Através de sua excelente performance artística, expressão notável da música ‘folk’, Sosa, no palco, nas praças, onde estivesse, espraiava seu canto solidário em defesa dos mais pobres e pela liberdade política do povo. A sua interpretação de ‘Gracias a la Vida’, de Violeta Parra, foi, para nós, a partir dos anos 70 (tempos de chumbo), um hino de beleza, de (e)ternas paixões e de estímulo aos ideais da Vida, pela Vida, para a Vida. ‘La Negra’, a lenda, INESQUECÍVEL!!!!!!.”
Discografia
* La voz de la zafra (1962)
* Canciones con fundamento (1965)
* Yo no canto por cantar (1966)
* Hermano (1966)
* Para cantarle a mi gente (1967)
* Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
* Mujeres argentinas (1969)
* Navidad con Mercedes Sosa (1970)
* El grito de la tierra (1970)
* Homenaje a Violeta Parra (1971)
* Hasta la victoria (1972)
* Cantata Sudamericana (1972)
* Traigo un pueblo en mi voz (1973)
* Niño de mañana (1975)
* A que florezca mi pueblo (1975)
* La mamancy (1976)
* En dirección del viento (1976)
* O cio da terra (1977)
* Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
* Si se calla el cantor (1977)
* Serenata para la tierra de uno (1979)
* A quién doy (1980)
* Gravado ao vivo no Brasil (1980)
* Mercedes Sosa en Argentina (1982)
* Mercedes Sosa (1983)
* Como un pájaro libre (1983)
* Recital (1983)
* ¿Será posible el sur? (1984)
* Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
* Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco)
* Mercedes Sosa ´86 (1986)
* Mercedes Sosa ´87 (1987)
* Gracias a la vida (1987)
* Amigos míos (1988)
* En vivo en Europa (1990)
* De mí (1991)
* 30 años (1993)
* Sino (1993)
* Gestos de amor (1994)
* Oro (1995)
* Escondido en mi país (1996)
* Alta fidelidad (1997) (con Charly García)
* Al despertar (1998)
* Misa Criolla (2000)
* Acústico (2002)
* Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco)
* Corazón Libre (2005)
* La voz de la zafra (1962)
* Canciones con fundamento (1965)
* Yo no canto por cantar (1966)
* Hermano (1966)
* Para cantarle a mi gente (1967)
* Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
* Mujeres argentinas (1969)
* Navidad con Mercedes Sosa (1970)
* El grito de la tierra (1970)
* Homenaje a Violeta Parra (1971)
* Hasta la victoria (1972)
* Cantata Sudamericana (1972)
* Traigo un pueblo en mi voz (1973)
* Niño de mañana (1975)
* A que florezca mi pueblo (1975)
* La mamancy (1976)
* En dirección del viento (1976)
* O cio da terra (1977)
* Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
* Si se calla el cantor (1977)
* Serenata para la tierra de uno (1979)
* A quién doy (1980)
* Gravado ao vivo no Brasil (1980)
* Mercedes Sosa en Argentina (1982)
* Mercedes Sosa (1983)
* Como un pájaro libre (1983)
* Recital (1983)
* ¿Será posible el sur? (1984)
* Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
* Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco)
* Mercedes Sosa ´86 (1986)
* Mercedes Sosa ´87 (1987)
* Gracias a la vida (1987)
* Amigos míos (1988)
* En vivo en Europa (1990)
* De mí (1991)
* 30 años (1993)
* Sino (1993)
* Gestos de amor (1994)
* Oro (1995)
* Escondido en mi país (1996)
* Alta fidelidad (1997) (con Charly García)
* Al despertar (1998)
* Misa Criolla (2000)
* Acústico (2002)
* Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco)
* Corazón Libre (2005)
Filmografia
* Güemes, la tierra en armas (1971)
* Argentinísima (1972)
* Ésta es mi Argentina (1974)
* Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
* Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
* Historias de Argentina en Vivo (2001)
* Güemes, la tierra en armas (1971)
* Argentinísima (1972)
* Ésta es mi Argentina (1974)
* Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
* Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
* Historias de Argentina en Vivo (2001)
Em velório no Congresso argentino, fãs se despedem de Mercedes Sosa
Fãs de Mercedes Sosa se mobilizaram neste domingo (4) para se despedir da cantora, que morreu em Buenos Aires, aos 74 anos, em consequência de uma doença hepática complicada por problemas respiratórios.
O corpo foi velado no Congresso argentino e muitos admirados levaram flores e foram fazer sua última homenagem a uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana, e uma das artistas mais famosas na Argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.
Ela havia sido internada em 18 de setembro, depois de ter sofrido uma complicação renal, mas seu estado piorou nos últimos dias por causa de uma falha cardiorrespiratória.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Frida Kahlo
Magdalena Carmen Frieda Kahlo y
Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.
Quatro anos após a sua morte,
sua casa familiar conhecida como "Casa Azul" transforma-se no Museu
Frida Kahlo. Frida Kahlo, reconhecida tanto por sua obra quanto por sua vida
pessoal, ganha retrospectiva de suas obras, com objetos e documentos inéditos,
além de fotografias, desenhos, vestidos e livros.

Biografia
Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de
1907 na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, na época
uma pequena cidade nos arredores da Cidade
do México e hoje um distrito.
Seu pai, Guillermo Kahlo (1871-1941), nasceu Carl Wilhelm Kahlo, em Pforzheim Alemanha, filho de
Henriette Kaufmann e Jakob Heinrich Kahlo. A própria Frida afirmava que seu pai
era de ascendência judaico-húngara, mas pesquisadores demonstraram que os pais dela não eram judeus, masluteranos alemães. Guillermo Kahlo chegou ao México em 1891, aos 19 anos de idade, e logo
mudou seu nome alemão, Wilhelm, para o equivalente em espanhol,
"Guillermo".
A mãe de Frida, Matilde Gonzalez y
Calderón, era uma católica devota de origem indígena e espanhola. Os pais de Frida se casaram logo após a morte da primeira esposa de
Guillermo, durante o nascimento do seu segundo filho. Embora o casamento tenha
sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a
terceira. Ela tinha duas meio-irmãs mais velhas. Frida ressaltava que cresceu
em um mundo cheio de mulheres. Durante a maior parte de sua vida, no entanto,
Frida se manteve próxima do pai.
Em 1913, com seis anos, Frida contraiu poliomielite, a
primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao
longo da vida. A poliomielite deixou uma lesão no seu pé direito, pelo que
ganhou o apelido de Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). Passou a usar
calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas
pessoais.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo
não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um
passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma
carreira.
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem.
Em 1925, aos 18 anos, aprende a técnica
da gravura com Fernando Fernandez. Então sofreu um grave acidente. Um bonde, no qual
viajava, chocou-se com um trem. O pára-choque de um dos veículos perfurou-lhe as costas, atravessou sua pélvis e saiu pela vagina, causando uma grave hemorragia. Frida
ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas
partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. Tal
acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais, e ela
chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida'). Durante a sua longa convalescença,
começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à
cama.
Em 1928, entrou no Partido comunista mexicano e conheceu o
muralista Diego Rivera, com quem
se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego
de zonas de cor amplas e simples, num estilo propositadamente reconhecido como
ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso
adotava com muita frequência temas dofolclore e da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte
do tempo em Nova Iorque e Detroit, com Rivera.
Entre 1937 e 1939, recebeu Leon Trotski em sua casa de Coyoacán.
Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreveu para a
exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declarou mais tarde: Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei
sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 a Galeria de Arte
Contemporânea desta mesma cidade organiza uma
importante exposição em sua honra.
Alguns de seus primeiros trabalhos
incluem o Auto-retrato em um vestido de veludo (1926), Retrato de Miguel N. Lira (1927), Retrato de Alicia Galant (1927) e Retrato de minha irmã Cristina(1928).
Vida pessoal
Casa-se aos 22 anos com Diego Rivera, em 1929, um casamento
tumultuado, visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais.
Kahlo, que era bissexual, teve um
caso com Leon Trotski depois de separar-se de Diego. Rivera aceitava abertamente os
relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo eles sendo casados, mas não
aceitava os casos da esposa com homens. Frida descobre que Rivera mantinha um
relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina, há muitos anos, o que revoltou
Frida. Ela os flagra na cama e num ato de fúria corta todo o seu cabelo, que
era bem grande, de frente ao espelho. Ela fez isso pois seu amor era tão grande
por ele e tomou tanta raiva do marido que não conseguiu se vingar atacando ele
e sim atacando a si mesma. Sua irmã teve 6 filhos com seu ex-marido e Frida
nunca a perdoou. Após essa outra tragédia de sua vida, separa-se dele e vive
novos amores com homens e mulheres, mas em 1940 une-se novamente a
Diego, e o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro, marcado por
brigas violentas. Uma curiosidade é que ao voltar para o marido, ela construiu
uma casa igual a dele do lado da que eles tinham vivido. Essa casa era ligada
por uma ponte e eles viviam como marido e mulher mas sem morarem juntos de
novo, e se encontravam ou na casa dela ou na dele nas madrugadas. Durante o
casamento, embora tenha engravidado mais de uma vez, nunca teve filhos, pois o
acidente que a perfurou toda, comprometeu seu útero e deixou graves sequelas, que a impossibilitaram de levar uma gestação
até o final, tendo tido diversos abortos.
Tentou diversas vezes o suicídio com facas e martelos, devido sua
vida extremamente infeliz, já que ela vinha sendo traída pelo marido e viviam
brigando, mas não tinha coragem de se separar de vez dele, e também queria
poder dar um filho a ele e nunca conseguiu. Mantinha seus casos por fora do
casamento mas sentia falta era dele, e tinha que suportar outras mulheres
armando confusão com ela por causa de Diego, que tinha muitas amantes.
Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo,
que havia contraído uma forte pneumonia, foi
encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte. Mas não se descarta que ela tenha morrido de
overdose, devido ao grande número de remédios que tomava, que pode ter sido
acidental ou não. A última anotação em seu diário, que diz "Espero que
minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida", permite
a hipótese de suicídio.
Pesquisadores com base na autópsia de
Frida acreditam que ela pode ter sido envenenada por uma das amantes de seu
marido, que tinham raiva dela por ela ser a esposa.
Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia
que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.
Casa Azul, o museu
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
O Congado de Minas.
O congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana celebrada
em algumas regiões do Brasil. Trata basicamente de três temas em seu
enredo: a vida de São Benedito, o
encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas, e a
representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. lenda de Chico Rei revela que a origem das festas do Congado está ligada à igreja Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos. Segundo a lenda, Francisco, escravo batizado com
o nome de Chico-Rei, era imperador do Congo e veio para Minas Gerais com mais
de 400 negros escravos. Na sofrida viagem, Francisco perdera a mulher e os seus
filhos,sobrevivendo apenas um. Chico Rei instalou-se em Vila-Rica, trabalhou nas minas e somando o trabalho de
domingos e dias santos, conseguiu realizar a economia necessária para comprar a
sua libertação e a do filho,escondendo pó de ouro nos cabelos. Chico Rei dançou na igreja para comemorar a libertação. Posteriormente, obteve a
libertação de seus súditos de nação e adquiriram a mina da Escandideira.
Casou-se com uma nova rainha e o prestígio do “rei preto” foi crescendo. Organizaram
a irmandade do Rosário e Santa Efigênia e construíram a igreja do alto da santa
cruz. Por ocasião da festa dos Reis Magos,em janeiro,e na de Nossa Senhora do
Rosário,em outubro, havia grandes solenidades generalizadas com o nome de
“Reisados”. Nestas solenidades, Chico Rei coroado, antes da missa cantada,aparece com a rainha e a corte, vestido
de ricos trajes; e seguidos por dançarinos e músicos. Os batedores, na festa,
seguem com caxambus, pandeiro marimbas, canzás em intensas ladainhas. O congado
também é conhecido como “congada” ou “congo”, um festejo popular religioso
afro-brasileiro mesclado com elementos religiosos católicos,com um tipo de
dança dramática na coroação do rei do Congo,em cortejo com passos e cantos,
onde a música é o “fundo musical” da celebração É um movimento cultural
sincrético,um ritual que envolve danças, cantos, levantamentos de mastros,
coroações e cavalgadas, expressos na festa do Rosário plenamente no mês de
outubro. São utilizados instrumentos musicais como cuíca, caixa, pandeiro e
reco-reco, os congadeiros vão atrás da cavalgada que segue com uma bandeira de
Nossa Senhora do Rosário. Na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário dos
Pretos,inaugurada no início do século 17, até ser completada em 1750, foi
criada a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, como já citado,para
zelar e cuidar das tradições da santa padroeira dos escravos.No fim do festejo
coroa-se o rei e a memória de uma cultura afro-brasileira. alem disso o congado
no brasil e comum em algumas regiões. O congado, também chamado e congo ou congada mescla cultos católicos com africanos num movimento sincrético. É uma dança que representa a
coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas,
levantamento de mastros e música. Os instrumentos musicais utilizados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco,o cavaquinho,o tarol,o tamboril,a sanfona ou acordeon. Ocorre em
várias festividades ao longo do ano, mas especialmente no mês de outubro, na
festa de Nossa Senhora do Rosário. O ponto alto da festa é a
coroação do rei do Congo. Na celebração de festas aos santos, onde a
aclamação é animada através de danças, com muito
batuque de zabumba, há uma
hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. São
divididos em turmas de números variáveis, chamados ternos ou guardas . Os tipos de ternos
variam de acordo com sua função ritual na festa e no cortejo: Moçambiques,
Catupés, Marujos, Congos, Vilões,contra-danças,ternos femininos e outros.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A Lenda do Boi Ta Tá
A lenda do boitatá foi criada pelo padre José de Anchieta, na qual descreveu o boitatá como uma gigantesca cobra de fogo ondulada, com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas e na beira dos rios. Diz a lenda também que o boitatá pode se transformar em uma tora em brasa, para assim queimar e punir quem coloca fogo nas matas.
Diz a lenda, também, que quem se depara com o boitatá geralmente fica cego, pode morrer ou até ficar louco . Assim, quando alguém se encontrar com o boitatá deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.
Como a maioria das lendas e crendices populares que são passadas de geração em geração através do “ouvir e contar”, a lenda do boitatá sofreu algumas modificações, sendo que em muitas partes do Brasil a lenda é contada de forma diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, o boitatá é descrito como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
Diz a lenda, também, que quem se depara com o boitatá geralmente fica cego, pode morrer ou até ficar louco . Assim, quando alguém se encontrar com o boitatá deve ficar parado, sem respirar e de olhos bem fechados.
Como a maioria das lendas e crendices populares que são passadas de geração em geração através do “ouvir e contar”, a lenda do boitatá sofreu algumas modificações, sendo que em muitas partes do Brasil a lenda é contada de forma diferente. Em Santa Catarina, por exemplo, o boitatá é descrito como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
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