José de Alencar (1829-1877) foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista. Destacou-se na carreira literária com a publicação do romance "O Guarani", em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, onde alcançou enorme sucesso. Seu romance "O Guarani" serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes, que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis, para patrono da Cadeira nº 23, da Academia Brasileira de Letras.
José de Alencar consolidou o romance brasileiro, ao escrever movido por sentimento de missão patriótica. O regionalismo presente em suas obras, abriu caminho para outros sertanistas, preocupados em mostrar o Brasil rural.
José de Alencar criou uma literatura nacionalista onde se evidencia uma maneira de sentir e pensar tipicamente brasileiras. Suas obras são especialmente bem sucedidas quando o autor transporta a tradição indígena para a ficção. Tão grande foi a preocupação de José de Alencar em retratar sua terra e seu povo que muitas das páginas de seus romances relatam mitos, lendas, tradições, festas religiosas, usos e costumes observados pessoalmente por ele, com o intuito de, cada vez mais, abrasileirar seus textos.
José de Alencar (1829-1877) nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudam-se para o Rio de Janeiro. Com 10 anos de idade ingressa no Colégio de Instrução Elementar. Com 14 anos vai para São Paulo, onde termina o curso secundário e ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Em 1847 escreve seu primeiro romance "Os Contrabandistas". Em 1950 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção "Ao Correr da Pena" escreve os acontecimentos sociais, as estréias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, onde em 1 de janeiro de 1857 publica o romance "O Guarani", em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro.
Em 1858 abandona o jornalismo para ser chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde chega à Consultoria. Recebe o título de Conselheiro. Nessa mesma época é professor de Direito Mercantil. Foi eleito deputado pelo Ceará em 1861, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal, se encanta com a lenda de "Iracema", e a transforma em livro.
Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como "o chefe da literatura nacional", José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose, em 12 de dezembro de 1877, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.
Obras de José de Alencar
Cinco Minutos, romance, 1856; Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856; O Guarani, romance, 1857; Verso e Reverso, teatro, 1857; A Viuvinha, romance, 1860; Lucíola, romance, 1862; As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865; Diva, romance, 1864; Iracema, romance, 1865; Cartas de Erasmo, crítica, 1865; O Juízo de Deus, crítica, 1867; O Gaúcho, romance, 1870; A Pata da Gazela, romance, 1870; O Tronco do Ipê, romance, 1871; Sonhos d'Ouro, romance, 1872; Til, romance, 1872; Alfarrábios, romance, 1873; A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874; Ao Correr da Pena, crônica, 1874; Senhora, romance, 1875; O Sertanejo, romance, 1875.
Arte abstrata ou abstracionismo é um estilo artístico moderno em que os objetos ou pessoas são representados, em de pinturas ou esculturas, através de formas irreconhecíveis. O formato tradicional (paisagens e realismo) é deixado de lado na arte abstrata.
Origem
A arte abstrata surgiu no começo do século XX, na Europa, no contexto do movimento de Arte Moderna. O precursor da arte abstrata foi o artista russo Kandinsky. Com suas pinceladas rápidas de cores fortes, transmitindo um sentimento violento, Kandinsky marcou seu estilo abstracionista. Outro artista que ganhou grande destaque no cenário da arte abstrata do começo do século XX foi o holandês Piet Mondrian.
Reações contrárias
Quando a arte abstrata surgiu no começo do século XX, provocou muita polêmica e indignação. A elite europeia ficou chocada com aqueles formatos considerados “estranhos” e de mau gosto. A arte abstrata quebrou com o tradicionalismo, que buscava sempre a representação realista da vida e das coisas, tentando imitar com perfeição a natureza.
Estilo
Na arte abstrata o artista trabalha muito com conceitos, intuições e sentimentos, provocando nas pessoas, que visualizam a obra, uma série de interpretações. Portanto, na arte abstrata, uma mesma obra de arte pode ser vista, sentida e interpretada de várias formas.
Arte Abstrata no Brasil
No Brasil, a arte abstrata ganhou força a partir da I Bienal de São Paulo (1951). Entre os artistas brasileiros de arte abstrata, podemos destacar: Antônio Bandeira, Ivan Serpa, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Valdemar Cordeiro, Lígia Clarck e Hélio Oiticica. Estes dois últimos fizeram parte do neoconcretismo.
Pablo Neruda nasceu em Parral, em 12 de julho de 1904, como Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário ferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda) para poder publicar seus poemas sem o pai saber. Ele passa a usar o pseudônimo, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.1 Em 1906 seu pai se transferiu para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde, que o poeta menciona em diversos textos, como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra", como o nome de Mamadre. Estudou no Liceu de Homens dessa cidade e ali publicou seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema Noturno Ideal. Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia em francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Alone, Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, no que ainda se nota uma influência do modernismo. Posteriormente se manifesta um propósito de renovação formal de intenção vanguardista em três breves livros publicados em 1936: O habitante e sua esperança, Anéis (em colaboração com Tomás Lagos) e Tentativa do homem infinito. Em 1927 começa sua longa carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em suas múltiplas viagens conhece em Buenos Aires Fedrico Garcia Lorca e, em Barcelona, Rafael Alberti. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direção da revista Cavalo verde para a poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927. Nesse mesmo ano aparece a edição madrilenha de Residência na terra. Em 1936, eclode a Guerra Civil espanhola; Neruda é destituído do cargo consular e escreve Espanha no coração. Em 1945 é eleito senador. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica Canto Geral, em que sua poesia adota intenção social, ética e política. Em 1952 publica Os Versos do Capitão e em 1954 As uvas e o vento e Odes Elementares. Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz. Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. Em outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile. Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Encontra-se sepultado em sua propriedade particular em Isla Negra, Santiago no Chile.2 Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título Confesso que vivi . Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e O Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado). Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo. De acordo com Isabel Allende, em seu livro Paula, Neruda teria morrido de "tristeza" em setembro de 1973, ao ver dissolvido o governo de Allende. A versão do regime militar do ditador Augusto Pinochet (1973-1990) é a de que ele teria morrido devido a um câncer de próstata. No entanto, fontes próximas, como o motorista e ajudante do poeta na época, Manuel Araya, afirmam com insistência que o poeta teria sido assassinado , estando a própria justiça do Chile a contestar a versão oficial sobre a sua morte. Em Fevereiro de 2013, um juiz chileno ordenou a exumação do corpo do poeta, no âmbito de uma investigação sobre as circunstâncias da morte. Encontra-se sepultado na sua propriedade particular em, Isla Negra Santiago, no Chile. Os restos mortais do poeta serão exumados a 08 de abril de 2013 para esclarecer as circunstâncias da sua morte. Segundo a versão oficial, morreu de um agravamento do cancro da próstata a 23 de setembro de 1973, 12 dias depois do golpe de estado perpetrado contra o seu amigo e presidente socialista Salvador Allende. Mas testemunhos recentes puseram em causa essa versão e evocaram um assassinato comandado pela ditadura, para evitar que Neruda se tornasse um opositor de prestígio, eventualmente a partir do exílio7 .
Obra
Frase de Neruda pichada em Feira de Santana, Bahia, Brasil. Crepusculario. Santiago, Ediciones Claridad, 1923. Veinte poemas de amor y una canción desesperada. Santiago, Nascimento, 1924. Tentativa del hombre infinito. Santiago, Nascimento, 1926. El habitante y su esperanza. Novela. Santiago, Nascimento, 1926. (prosa) Residencia en la tierra (1925-1931). Madrid, Ediciones del Arbol, 1935. España en el corazón. Himno a las glorias del pueblo en la guerra: (1936- 1937). Santiago, Ediciones Ercilla, 1937. Tercera residencia (1935-1945). Buenos Aires, Losada, 1947. Canto general. México, Talleres Gráficos de la Nación, 1950. Todo el amor. Santiago, Nascimento, 1953. Odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1954. Nuevas odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1955. Tercer libro de las odas. Buenos Aires, Losada, 1957. Estravagario. Buenos Aires, Losada, 1958. Cien sonetos de amor (Cem Sonetos de Amor). Santiago, Ed. Universitaria, 1959. Navegaciones y regresos. Buenos Aires, Losada, 1959. Poesías: Las piedras de Chile. Buenos Aires, Losada, 1960. Cantos ceremoniales. Buenos Aires, Losada, 1961. Memorial de Isla Negra. Buenos Aires, Losada, 1964. 5 vols. Arte de pájaros. Santiago, Ediciones Sociedad de Amigos del Arte Contemporáneo, 1966. Fulgor y muerte de Joaquín Murieta. Bandido chileno injusticiado en California el 23 de julio de 1853. Santiago, Zig-Zag, 1967. (obra teatral) La Barcaola. Buenos Aires, Losada, 1967. Las manos del día. Buenos Aires, Losada, 1968. Fin del mundo. Santiago, Edición de la Sociedad de Arte Contemporáneo, 1969. Maremoto. Santiago, Sociedad de Arte Contemporáneo, 1970. La espada encendida. Buenos Aires, Losada, 1970. Discurso de Stockholm. Alpigrano, Italia, A. Tallone, 1972. Invitación al Nixonicidio y alabanza de la revolución chilena. Santiago, Empresa Editora Nacional Quimantú, 1973. Libro de las preguntas. Buenos Aires, Losada, 1974. Jardín de invierno. Buenos Aires, Losada, 1974. Confieso que he vivido. Memorias. Barcelona, Seix Barral, 1974. (autobiografia) Para nacer he nacido. Barcelona, Seix Barral, 1977. El río invisible. Poesía y prosa de juventud. Barcelona, Seix Barral, 1980. Obras completas. 3a. ed. aum. Buenos Aires, Losada, 1967. 2 vols
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),1 quando já tinha quase 76 anos de idade.2 3 Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás. Biografia Filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás. Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos de idade, publicando-os nos jornais da cidade de Goiás, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista - desde a sua fundação a 20 de janeiro de 1905 -, e nos periódicos de outros rincões, assim a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina. Melhor, Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX", Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66, "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906. Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça. Casou em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte (quando ele, Cantídio, exercia a Chefatura de Polícia, cargo equivalente ao de Secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912), para o interior de São Paulo, onde viveu durante 45 anos, inicialmente nos municípios de Avaré eJaboticabal onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. E depois em São Paulo (1924). Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932. Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás. Ao completar 50 anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD. Cora Coralina faleceu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária. Primeiros passos literários Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro. Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito. Divulgação nacional Foi ao ter a segunda edição (1978) de Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, composta e impressa pelas Oficinas Gráficas da Universidade Federal de Goiás, com capa (retratando um dos becos da cidade de Goiás) e ilustrações elaboradas pela consagrada artista Maria Guilhermina, orelha de J.B. Martins Ramos, e prefácio de Oswaldino Marques, saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, a 27 de dezembro de 1980, que Aninha, já conhecida como Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil. "Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles." Manifesta-se, ao ensejo, o vate Drummond. A primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX. Já a segunda edição, repetindo, saiu em 1978 pela imprensa da UFG. E a terceira, em 1980. Desta vez, pela recém implantada editora da UFG, dentro da Coleção Documentos Goianos. Onze anos depois da primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, compôs, em 1976, Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global). Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG (1983). E, logo depois, no mesmo ano, foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Dois anos mais tarde, veio a falecer. A 31 de janeiro de 1999, a sua principal obra, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi aclamada através de um seleto júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, uma das 20 obras mais importantes do século XX. Enfim, Cora torna-se autora canônica. Livros e outras obras • Estórias da Casa Velha da Ponte (contos) • Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia) • Meninos Verdes (livro)|Meninos Verdes (infantil) • Meu Livro de Cordel • O Tesouro da Casa Velha • A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil) • Vintém de Cobre • As Cocadas (infantil)
* Tucumán, Argentina – 9 de julho de 1935 d.C + Buenos Aires, Argentina – 4 de outubro de 2009 d.C
(…) Cantando al sol, como la cigarra, después de un año bajo la tierra, igual que sobreviviente que vuelve de la guerra
A grande cantora da alma latinoamericana, Mercedes Sosa, conhecida como “La Negra“, pelos longos e lisos cabelos negros, morreu hoje em Buenos Aires. Foi uma voz importante quando a região estava sob ditaduras. Sua voz poderosa encantou e politizou toda uma geração. A cantora argentina, de grande apelo popular na América Latina, foi sem dúvidas uma das mais importantes artitas do continente.
Mercedes Sosa – Show em Tel Aviv, Israel, 27/10/2008 – Foto:Pavel Wolberg/EFE
Ela sofreu censura e perseguição na década de 70 e seus discos, carregados de crítica social, se converteram em um referencial durante o último governo militar argentino (1976-83). Sosa ainda demonstrou oposição durante os governos militares de diversos países da América do Sul nas décadas de 70 e 80.
Mercedes Sosa está indicada a três prêmios Grammy Latino – álbum do ano, melhor capa e melhor álbum de folclore pelo disco Cantora 1, uma compilação de seus principais sucessos gravadas em duetos com artistas como Caetano Veloso e Shakira.
Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.
Entrevista em 2008 Costa Rica – Foto Gabriela Téllez/EFE
Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.
É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner.
Mercedes Sosa co a Presidente da Argentina Cristina Kirchner – Foto Ian Sales/EFE 2007
A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.
Possui um dueto (“So le piedo a Dios“) com a consagrada cantora de Samba Beth Carvalho, cada uma cantando no seu idioma.
Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música Años, sucesso gravado em 1981.
Uma musica muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção “Gracias a la vida”.
Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida – Composição de Violeta Parra
Por volta da década de 1970, ela foi reconhecida como uma das cantoras que impulsionou o Movimento do Novo Cancioneiro, que tinha inspiração social e incorporava nas músicas críticas aos governos ditatoriais da América Latina.
A proximidade da cantora com movimentos comunistas e o apoio a partidos de esquerda atraiu a atenção e a censura do governo argentino e, em 1979 – um ano após ficar viúva do segundo marido -, Sosa foi presa juntamente com um público de aproximadamente 200 estudantes durante uma apresentação na cidade de La Plata.
“Eu lembro quando me levaram presa”, disse Sosa no final de 2007. “Eu estava cantando para universitários que estavam no último ano de Veterinária. Não era político”. Ela foi libertada 18 horas depois, após o pagamento de fiança e devido à pressão internacional, mas foi obrigada a deixar a Argentina. “Eu sabia que teria de sair. Estava sendo ameaçada pela AAA (o esquadrão da morte Aliança Anticomunista Argentina). As pessoas da marinha, do serviço secreto estavam me seguindo.”
Sosa viajou para a Espanha e depois para a França. O diretor musical da cantora, Popi Spatocco, disse que o exílio foi excessivamente difícil para uma mulher que amava a Argentina. Sosa voltou para casa apenas em 1982, nos meses finais do regime ditatorial.
No ano seguinte, ela lançou o álbum “Mercedes Sosa”, que contém alguns de seus maiores sucessos: “Un Son para Portinari”, “Maria Maria” e “Inconsciente Colectivo”, de Charly Garcia; “La Maza” e “Unicornio”, de Silvio Rodriguez; “Corazón Maldito”, de Violeta Parra; e “Me Yoy pa’l Mollar”, em parceria com Margarita Palacios.
Sosa teve três de seus discos considerados os melhores álbuns de Folk na premiação da Grammy Latino – “Misa Criolla”, em 2000, “Acustico”, em 2003, e “Corazón Libre”, em 2006. Ela também atuou em filmes como “El Santo de la Espada”, sobre o herói da independência argentina, José de San Martin. A cantora gravou mais de 70 discos, sendo o mais recente um álbum duplo.
A cerimônia fúnebre – do G1Marina Guimarães, da Agência Estado
Corpo de Mercedes Sosa é cremado e Argentina se despede
Corpo de ‘Negra’ foi retirado do Congresso Nacional e cremado no Cemitério de Chacarita, em Buenos Aires
Grupo de pessoas canta em homenagem à artista durante o cortejo fúnebre. Foto Leo La Valle/EFE
Entre lágrimas e cantos o povo argentino se despediu da cantora Mercedes Sosa, nesta segunda-feira. O corpo da “Negra”, como é carinhosamente chamada pelos fãs, foi retirado do Congresso Nacional, onde foi velado desde domingo, e levado ao Cemitério de Chacarita.
As cinzas serão divididas entre sua província natal – Tucumán -, Mendoza e Buenos Aires. Emocionados, os fãs despedem-se da artista amada por toda a América Latina.
Fabián Matus, filho de “Negra”, recebeu mensagens solidárias de presidentes de vários países, como Israel, Espanha, Itália, Brasil e outros. Aos 74 anos, Mercedes Sosa, a cantora de folclore “mais roqueira” da Argentina, como definiu um dos ícones do rock local, Charly Garcia, recebeu o último adeus de inúmeras personalidades, entre elas o ex-astro de futebol Diego Armando Maradona, o técnico da seleção nacional. “Morreu uma das melhores do mundo; cantando não vai haver outra como ela; cantava com uma liberdade que ninguém tem nem neste país, nem no mundo”, disse Maradona.
A presidente Cristina Kirchner também foi ao Congresso despedir-se da artista. O governo decretou luto nacional por três dias e destacou que Mercedes “esteve sempre de mãos dadas com um forte compromisso social”.
O decreto ressalta seu “espírito solidário”, “honestidade intelectual”, “compromisso artístico e social e a ferrenha defesa dos direitos humanos e das causas justas”. O texto ainda recorda que “esse compromisso social lhe causaria na década de 70 a perseguição da ditadura, a prisão e o exílio, produzindo-se seu retorno ao país no ano de 1982″.
Opinião de um fã:
Raymundo Luiz Lopes
“Os da minha geração e fãs da artista, que não aceitaram, como eu, os regimes facistas/ditatoriais devem estar lamentando a morte da cantora argentina Mercedes Sosa. Uma figura brilhante do mundo musical latino-americano e exemplar na defesa dos direitos humanos, conhecida como ‘a voz de uma maioria silenciosa. Através de sua excelente performance artística, expressão notável da música ‘folk’, Sosa, no palco, nas praças, onde estivesse, espraiava seu canto solidário em defesa dos mais pobres e pela liberdade política do povo. A sua interpretação de ‘Gracias a la Vida’, de Violeta Parra, foi, para nós, a partir dos anos 70 (tempos de chumbo), um hino de beleza, de (e)ternas paixões e de estímulo aos ideais da Vida, pela Vida, para a Vida. ‘La Negra’, a lenda, INESQUECÍVEL!!!!!!.”
Discografia * La voz de la zafra (1962) * Canciones con fundamento (1965) * Yo no canto por cantar (1966) * Hermano (1966) * Para cantarle a mi gente (1967) * Con sabor a Mercedes Sosa (1968) * Mujeres argentinas (1969) * Navidad con Mercedes Sosa (1970) * El grito de la tierra (1970) * Homenaje a Violeta Parra (1971) * Hasta la victoria (1972) * Cantata Sudamericana (1972) * Traigo un pueblo en mi voz (1973) * Niño de mañana (1975) * A que florezca mi pueblo (1975) * La mamancy (1976) * En dirección del viento (1976) * O cio da terra (1977) * Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977) * Si se calla el cantor (1977) * Serenata para la tierra de uno (1979) * A quién doy (1980) * Gravado ao vivo no Brasil (1980) * Mercedes Sosa en Argentina (1982) * Mercedes Sosa (1983) * Como un pájaro libre (1983) * Recital (1983) * ¿Será posible el sur? (1984) * Vengo a ofrecer mi corazón (1985) * Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco) * Mercedes Sosa ´86 (1986) * Mercedes Sosa ´87 (1987) * Gracias a la vida (1987) * Amigos míos (1988) * En vivo en Europa (1990) * De mí (1991) * 30 años (1993) * Sino (1993) * Gestos de amor (1994) * Oro (1995) * Escondido en mi país (1996) * Alta fidelidad (1997) (con Charly García) * Al despertar (1998) * Misa Criolla (2000) * Acústico (2002) * Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco) * Corazón Libre (2005)
Filmografia * Güemes, la tierra en armas (1971) * Argentinísima (1972) * Ésta es mi Argentina (1974) * Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983) * Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985) * Historias de Argentina en Vivo (2001)
Em velório no Congresso argentino, fãs se despedem de Mercedes Sosa
Fãs de Mercedes Sosa se mobilizaram neste domingo (4) para se despedir da cantora, que morreu em Buenos Aires, aos 74 anos, em consequência de uma doença hepática complicada por problemas respiratórios.
O corpo foi velado no Congresso argentino e muitos admirados levaram flores e foram fazer sua última homenagem a uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana, e uma das artistas mais famosas na Argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.
Ela havia sido internada em 18 de setembro, depois de ter sofrido uma complicação renal, mas seu estado piorou nos últimos dias por causa de uma falha cardiorrespiratória.
Magdalena Carmen Frieda Kahlo y
Calderón(Coyoacán,6 de julhode1907— Coyoacán,13 de julhode1954) foi umapintoramexicana.
Biografia
Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de
1907 na casa de seus pais, conhecida comoLa Casa Azul(A Casa Azul), emCoyoacán, na época
uma pequena cidade nos arredores daCidade
do Méxicoe hoje um distrito.
Seu pai,Guillermo Kahlo(1871-1941), nasceu Carl Wilhelm Kahlo, emPforzheimAlemanha, filho de
Henriette Kaufmann e Jakob Heinrich Kahlo. A própria Frida afirmava que seu pai
era de ascendência judaico-húngara,mas pesquisadores demonstraram que os pais dela não eramjudeus, masluteranosalemães.Guillermo Kahlo chegou ao México em 1891, aos 19 anos de idade, e logo
mudou seu nome alemão, Wilhelm, para o equivalente em espanhol,
"Guillermo".
A mãe de Frida, Matilde Gonzalez y
Calderón, era umacatólicadevota de origemindígenaeespanhola.Os pais de Frida se casaram logo após a morte da primeira esposa de
Guillermo, durante o nascimento do seu segundo filho. Embora o casamento tenha
sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a
terceira. Ela tinha duas meio-irmãs mais velhas. Frida ressaltava que cresceu
em um mundo cheio de mulheres. Durante a maior parte de sua vida, no entanto,
Frida se manteve próxima do pai.
Em 1913, com seis anos, Frida contraiupoliomielite, a
primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao
longo da vida. A poliomielite deixou uma lesão no seu pé direito, pelo que
ganhou o apelido deFrida pata de palo(ou seja,Frida perna de pau). Passou a usar
calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas
pessoais.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo
não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um
passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma
carreira.
Entre 1922 e 1925 frequenta aEscola Nacional Preparatória do Distrito Federal do Méxicoe assiste a aulas dedesenhoemodelagem.
Em 1925, aos 18 anos, aprende a técnica
da gravura com Fernando Fernandez. Então sofreu um grave acidente. Umbonde, no qual
viajava, chocou-se com umtrem. Opára-choquede um dos veículos perfurou-lhe as costas, atravessou suapélvise saiu pelavagina, causando uma gravehemorragia. Frida
ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas
partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. Tal
acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais, e ela
chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela intituladaA Coluna Partida').Durante a sua longa convalescença,
começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à
cama.
Em 1928, entrou noPartido comunista mexicanoe conheceu o
muralistaDiego Rivera, com quem
se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego
de zonas de cor amplas e simples, num estilo propositadamente reconhecido como
ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso
adotava com muita frequência temas dofolcloree da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte
do tempo emNova IorqueeDetroit, com Rivera.
Entre 1937 e 1939, recebeuLeon Trotskiem sua casa deCoyoacán.
Em 1938André Bretonqualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreveu para a
exposição de Kahlo na galeriaJulien Levyde Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declarou mais tarde:Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei
sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Em 1939 expõe em Paris na galeriaRenón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escolaLa Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 aGaleria de Arte
Contemporâneadesta mesma cidade organiza uma
importante exposição em sua honra.
Alguns de seus primeiros trabalhos
incluem oAuto-retrato em um vestido de veludo(1926),Retrato de Miguel N. Lira(1927),Retrato de Alicia Galant(1927) eRetrato de minha irmã Cristina(1928).
Vida pessoal
Casa-se aos 22 anos comDiego Rivera, em1929, um casamento
tumultuado, visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais.
Kahlo, que erabissexual, teve um
caso comLeon Trotskidepois de separar-se de Diego. Rivera aceitava abertamente os
relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo eles sendo casados, mas não
aceitava os casos da esposa com homens. Frida descobre que Rivera mantinha um
relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina, há muitos anos, o que revoltou
Frida. Ela os flagra na cama e num ato de fúria corta todo o seu cabelo, que
era bem grande, de frente ao espelho. Ela fez isso pois seu amor era tão grande
por ele e tomou tanta raiva do marido que não conseguiu se vingar atacando ele
e sim atacando a si mesma. Sua irmã teve 6 filhos com seu ex-marido e Frida
nunca a perdoou. Após essa outra tragédia de sua vida, separa-se dele e vive
novos amores com homens e mulheres, mas em1940une-se novamente a
Diego, e o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro, marcado por
brigas violentas. Uma curiosidade é que ao voltar para o marido, ela construiu
uma casa igual a dele do lado da que eles tinham vivido. Essa casa era ligada
por uma ponte e eles viviam como marido e mulher mas sem morarem juntos de
novo, e se encontravam ou na casa dela ou na dele nas madrugadas. Durante o
casamento, embora tenha engravidado mais de uma vez, nunca teve filhos, pois o
acidente que a perfurou toda, comprometeu seu úteroe deixou graves sequelas, que a impossibilitaram de levar uma gestação
até o final, tendo tido diversosabortos.
Tentou diversas vezes osuicídiocomfacasemartelos, devido sua
vida extremamente infeliz, já que ela vinha sendo traída pelo marido e viviam
brigando, mas não tinha coragem de se separar de vez dele, e também queria
poder dar um filho a ele e nunca conseguiu. Mantinha seus casos por fora do
casamento mas sentia falta era dele, e tinha que suportar outras mulheres
armando confusão com ela por causa de Diego, que tinha muitas amantes.
Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo,
que havia contraído uma fortepneumonia, foi
encontrada morta. Seu atestado de óbito registraembolia pulmonarcomo a causa da morte. Mas não se descarta que ela tenha morrido de
overdose, devido ao grande número de remédios que tomava, que pode ter sido
acidental ou não. A última anotação em seu diário, que diz "Espero que
minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida", permite
a hipótese de suicídio.
Pesquisadores com base na autópsia de
Frida acreditam que ela pode ter sido envenenada por uma das amantes de seu
marido, que tinham raiva dela por ela ser a esposa.
Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia
que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.
Casa Azul, o museu
Quatro anos após a sua morte,
sua casa familiar conhecida como "Casa Azul" transforma-se no Museu
Frida Kahlo. Frida Kahlo, reconhecida tanto por sua obra quanto por sua vida
pessoal, ganha retrospectiva de suas obras, com objetos e documentos inéditos,
além de fotografias, desenhos, vestidos e livros.